
... mas é a Sicília.
Rodas, bambus e caracteres. Vento leste, vento oeste, vento norte e vento sul. Dragão vermelho, dragão verde, dragão branco.





No programa um favorito de todos: as quatro estações de Vivaldi. Como brinde uma peça desconhecida: as variações que o Astor Piazzollla fez do clássico.
Se o Vivaldi não desaponta ninguém, o Piazzolla foi uma sublime surpresa. Muito século XX, muito tango, muita paixão tangida nas cordas (um dos violinistas inclusivamente rebentou uma das cordas do arco...). É mesmo verdade que com a idade uma pessoa refina os gostos e suponho que seja isso que me está a acontecer com a música mais recente. Mas não creio que haja esperança para o Stockhausen.

No Verão é de uma beleza radiosa. O sol quase permanente invade as ruas, reflecte-se nas águas, salienta a incrível beleza e luminosidade de muitos dos edifícios.
Os autócnes invadem os parques, misturam-se com os patos, as gaivotas e as gralhas, deitam-se na relva ao sol, dão migalhas à bicharada, deixam os filhos correr à solta. Os muitos que têm barco disfrutam das águas cálidas, cruzam-se com os paquetes e os ferry que atravessam o Báltico.
As ruas são planas, amplas e arborizadas, perfeitas para caminhar. Os transportes são regulares e bem organizados. Para todas as bolsas, não faltam cafés, restaurantes, esplanadas, lojas de conveniência com comida para um piquenique. Os museus são interessantes, os palácios opulentos. Há muito para ver, para fazer e para disfrutar.
Uma cidade boa para visitar. Boa para viver?
Acho que foram os livros de Julio Verne a fazer germinar o meu amor pela literatura. Tantas horas entretidas em viagens de balão, submarino, elefante, veleiro, foguetão, transatlântico, cavalo, comboio. Em África, na China, na Patagónia, na Polinésia, na Sibéria. O heroi destemido, a heroína a carecer de regate, os companheiros humorísticos, o vilão odioso. Numa ilha, num castelo, no fundo do mar, à volta do mundo, dentro de um vulcão. Máquinas engenhosas, futuros tecnológicos, natureza extrema. De tudo havia nos romances de Julio Verne. Até enlaces românticos. Mas sobretudo aventura, exploração, descoberta. São hinos de amor à ciência mas também às virtudes humanas: coragem, generosidade, engenho, curiosidade, amizade.
Há em Paris uma livraria com o nome dele. Dedicada à literatura de viagens.
This royal throne of kings, this scepter’d isle,
This earth of majesty, this seat of Mars,
This other Eden, demi-paradise,
This fortress built by Nature for herself
Against infection and the hand of war,
This happy breed of men, this little world,
This precious stone set in the silver sea,
Which serves it in the office of a wall,
Or as a moat defensive to a house,
Against the envy of less happier lands,
This blessed plot, this earth, this realm, this England
William Shakespear, Richard II
Queen - One woe doth tread upon another's heel,So fast they follow. Your sister's drown'd, Laertes.
Laer. -Drown'd! O, where?
Queen - There is a willow grows aslant a brook,
That shows his hoar leaves in the glassy stream.
There with fantastic garlands did she come
Of crow-flowers, nettles, daisies, and long purples
That liberal shepherds give a grosser name,
But our cold maids do dead men's fingers call them;
There, on the pendent boughs her coronet weeds
Clamb'ring to hang, an envious silver broke,
When down her weedy trophies and herself
Fell in the weeping brook. Her clothes spread wide,
And, mermaid-like, awhile they bore her up;
Which time she chanted snatches of old tunes,
As one incapable of her own distress,
Or like a creature native and indued
Unto that element. But long it could not be
Till that her garments, heavy with their drink,
Pull'd the poor wretch from her melodious lay
To muddy death.
Laer.- Alas, then, is she drown'd?
Queen. Drown'd, drown'd.