sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Nostalgia
Carry me caravan take me away
Take me to portugal, take me to spain
Andalusia with fields full of grain
I have to see you again and again
Take me, spanish caravan
Yes, I know you can
Trade winds find galleons lost in the sea
I know where treasure is waiting for me
Silver and gold in the mountains of spain
I have to see you again and again
Take me, spanish caravan
Yes, I know you can
The doors
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Contos da modernidade avançada

Era uma vez uma série de televisão. Que a certa altura evoluiu para um jogo na internet. Que tem uma página na internet com um link para o website do fictício centro de investigação (que em nada se distingue de um centro real, com fichas de pessoal, de projecto, comunicados de imprensa). Que colabora com uma prestigiada organização científica canadiana, disponibilizando folhas informativas sobre a "ciência" por detrás de cada episódio.
Por cá passa quase despercebida, na Sic Radical, nas noites de terça feira. Mas é todo um hino à divulgação científica. Os cientistas são verdadeiros Indiana Jones de tubo de ensaio (e não chicote) em punho, viajando pelo mundo ou pelo seu laboratório a resolver mistérios, destapar conspirações, curar doenças, identificar bio-terroristas, travar epidemias. Depois claro que são humanos, têm dramas pessoais, vícios privados, problemas familiares.
Mas tem sobretudo ciência. O lado mais apelativo da ciência, que gera mais interesse, mais receio: o risco. Há a ciência vilã, que cria monstros, virulências, pragas, e a ciência heroína, que os combate, que os resolve, que torna a vida melhor.
A seguir, com atenção.
sábado, fevereiro 10, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
domingo, fevereiro 04, 2007
sábado, fevereiro 03, 2007
Contos da modernidade avançada
Era uma vez os casamentos combinados entre famílias na Índia, prática ancestral e que não dá mostras de ceder face ao avanço do imperialismo cultural do Ocidente. Sim, só que agora os noivos procuram-se pela Internet. Consulta-se uma agência matrimonial e faz-se uma pesquisa numa base de dados para encontrar parceiro compatível: com a mesma casta, a mesma religião, a mesma língua e todas as outras características essenciais (a idade, a profissão, a educação, o rendimento, uma aparência agradável). Troca-se uns quantos emails, para aferir se a compatibilidade se confirma. Informa-se a família, que entra então em contacto com o potencial noivo. Se o candidato lhes agradar, é consultado um astrólogo, que verifica se os astros estão de acordo com o enlace. Só então é que a noive conhece efectivamente o noivo. E viverão felizes para sempre. Está tudo aqui. É assim a modernidade avançada.
Gosto deste livro

Agora que ganhou o Nobel, vai ser um sucesso de vendas. Mas não podia ser mais merecido. Se em anos anteriores não consigo de todo perceber os critérios do Comité sueco (ou nem sequer me interessa descobrir), desta vez só posso aplaudir. Quanto ao resto das obras, não sei (mas tenciono vir a saber), mas esta é uma jóia sem preço. Ao princípio estranha-se, depois entranha-se. As primeiras páginas causam alguma confusão, devido à pluralidade de narradores (sobretudo quando um deles é um contador de histórias que se põe na pele das suas variáveis personagens). Depois é alteridade do contexto da história, tanto no tempo como no espaço. Uma cidade (por ora ainda) desconhecida, há vários séculos atrás. E uma cultura diferente, que apesar de geograficamente não muito distante (colada à Europa, mais próxima que os Estados Unidos ou a Austrália), é pouco familiar: uma religião distinta, com preceitos distintos, uma sociedade com uma estratificação distinta, com uma estrutura de poder distinta, com uma história distinta, com tradições distintas, com uma vida quotidiana distinta. Ou talvez nem tanto.
As personagens são seres humanos, homens e mulheres, crianças, adultos e velhos, com paixões e ódios, interesses declarados ou escondidos, impulsos e estratégias, resistentes à mudança ou apaixonados por ela. Por isso, este romance é no fundo uma familiar história de crime, investigação e castigo. O que o torna fascinante são as questões mais vastas que servem de pano de fundo ao enredo: o confronto entre Ocidente e Oriente, o lugar da arte e dos artistas, o braço de ferro entre o poder religioso e o poder político, a procura da critividade e liberdade individual face aos constrangimentos do colectivo e da tradição.
Magistralmente bem escrito, poético, erudito e apaixonante. O que mais se pode pedir? A Deus pertence o Este e o Oeste.
Contos da modernidade avançada
Era uma vez um caçador furtivo que gravou o cantar dos pássaros com o seu telemóvel. Depois usava o toque do mesmo para atrair tordos, com o propósito pouco cristão de os caçar. Lamentavelmente (para ele, não para os tordos), foi caçado pela GNR esta semana. É assim a modernidade avançada.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
sábado, janeiro 27, 2007
Contos da modernidade avançada
Era uma vez a ciência, os bombeiros e a velocidade vertiginosa a que as notícias correm por estes dias. Na minha amada BBC news on line, esta semana, logo pela manhã, foi publicada uma interessante notícias de ciência, com evidentes impactos sobre a vida quotidiana, o que provavelmente explica a rápida difusão da mesma. Uma equipa de cientistas constatou que as esponjas de cozinha, verdadeiro ninho de bactérias nocivas, podiam ser eficazmente descontaminadas com uma passagem de dois minutos pelo microondas. Alertava-se porém que tal deveria ser feito com as esponjas molhadas.
A meio da tarde surge uma notícia de sinal contrário: os bombeiros alertam que assar as esponjas no microondas acarreta um elevado risco de incêndio, tendo já sido chamados a várias ocorrências desde que a notícia tinha sido publicada pela BBC. A cadeia noticiosa optou então por acrescentar à notícia da descoberta científica o caveat dos bombeiros, passando este a ter proeminência. Risco 1 - Ciência 0
A meio da tarde surge uma notícia de sinal contrário: os bombeiros alertam que assar as esponjas no microondas acarreta um elevado risco de incêndio, tendo já sido chamados a várias ocorrências desde que a notícia tinha sido publicada pela BBC. A cadeia noticiosa optou então por acrescentar à notícia da descoberta científica o caveat dos bombeiros, passando este a ter proeminência. Risco 1 - Ciência 0
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Gosto destes bonecos
Postman Pat é mais uma das grandes séries de animação para miudos que passou de moda. Tão inglês como a chávena de chá que o herói bebia amiude durantes as suas rondas, evoca a representação ideal da vida de aldeia. A carrinha vermelha dos correios viaja por estradas estreitas e sinuosas, ladeadas de muros de pedra que delimitam campos sempre verdes. O carteiro e o seu gato branco e preto recolhem o correio na loja da aldeia e distribuem-no pelas casinhas de telhado de colmo. Há agricultores, velhinhas, o veterinário, pastores... Não há zangas, não há conflitos, as peripécias resolvem-se sempre ao fim do dia. Como não gostar disto?
segunda-feira, janeiro 22, 2007
sábado, janeiro 20, 2007
Contos da modernidade avançada

Era uma vez uma loja. Nascida num pequeno país nórdico, umas décadas depois está espalhada por todo o mundo, da Bélgica a Singapura, da Roménia ao Kuwait, da Islândia à Austrália. O nome não varia, nem o logotipo, nem os produtos (excepto o prato local no restaurante). Para vender os produtos, vende também um conceito, uma filosofia de vida, um Weltanschauung. Que é um todo um programa democrático: todos podem comprar porque é barato, porque é bom (relativamente), porque é bonito; todos podem montar os móveis porque é fácil (relativamente), porque vendem todos os instrumentos e acessórios necessários, porque as instruções nem legendas têm; todos podem ter uma casa ikea porque vende de tudo, da máquina de lavar loiça à toalha de banho, do garfo à mesa da sala, do colchão aos quadros para pendurar na parede.
E tem todos os atributos da pós-modernidade: não conhece barreiras no espaço nem no tempo (há móveis de todos os estilos e modas, do interior rústico ao ultra-modernismo elegante dos 70, ), é tão global como local (veja-se o restaurante e a loja de gastronomia sueca), exibe as preocupações pós-materialistas da ecologia (as embalagens recicláveis, as madeiras de florestas sustentáveis), da identidade pessoal (a casa como um reflexo do eu), do multiculturalismo (veja-se os personagens presentes na publicidade), da aceleração da mudança (com preços assim e materiais tão pouco robustos, não há outro remédio que não trocar de móveis a cada par de anos).
Esta cadeia é um verdadeiro Juggernaut: por onde passa esmaga a concorrência, obriga-a a seguir o seu estilo, massifica o gosto, abate os preços. É um verdadeiro produto da modernidade avançada.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Cartas da Nigéria - Parte II
Há novas formas de separar internautas ingénuos (e ganaciosos) do seu dinheiro. Depois dos esquemas já clássicos do e-mail de um ilustre desconhecido, geralmente africano, disposto a partilhar a sua fabulosa fortuna com um cumplice numa simples operação bancária não necessariamente ilegal, chegam agora por via electrónica missivas com ofertas de emprego miríficas. Supostas organizações internacionais com nomes sonantes mas inteiramente fictícias procuram candidatos a postos de trabalho que se notabilizam por baixos requisitos e altos salários. Ao que parece, quando o incauto candidato oferece os seus préstimos, vê-se rapidamente transportado até às últimas fases do recrutamento, quando lhe é pedida uma modesta soma (em comparação com o salário a auferir) para formalizar o contrato de trabalho. Nem é preciso dizer que nunca mais verá a sombra desse dinheiro...
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Contos da modernidade avançada
quarta-feira, janeiro 03, 2007
An eventful year

2006 foi um ano cheio de acontecimentos para os dragões. Ainda que tenha de certa forma deixado um sabor amargo, de todas as coisas que correram menos bem, foi um ano pleno de eventos marcantes, que ficarão na nossa pequena história. Dois doutoramentos concluídos, um casamento, uma experiência de emigração, uma morte, bastantes viagens, duas mudanças de casa... Paradoxalmente, tanta transformação deixou-nos mais ou menos no ponto de partida: novamente bolseiros, nas mesmas instituições, novamente a viver em Paço de Arcos, na mesma casa, novamente donos do nosso tempo e do nosso trabalho. O corrente slogan da Ikea em Espanha foi inspirador: vuelve a conquistar tu vida.
terça-feira, setembro 05, 2006
terça-feira, agosto 01, 2006
Gosto desta série

Nisto não sou original, já sei. A série ganhou uma série de prémios e é amplamente citada tanto pela imprensa convencional como pela blogosfera. E claro que um dos maiores motivos de interesse são os housisms, ou aforismos do Dr. House. Mas não só. Porque médicos cínicos, de língua afiada e pouca compaixão pelos pacientes são um clássico das séries de médicos, como bem o sabe todo o verdadeiro aficionado deste género: do Dr. Rocky Romano do ER ao Doutor Rudolfo Vilches do Hospital Central espanhol, do Dr. Jeffrey Geiger do Chicago Hope ao Dr. Perry Cox do Scubs. Na minha modesta opinião, o que torna o House fascinante (para além do inegável talento do Hugh Laurie, de que eu sou fã de longa data), é a ciência. Numa moda talvez iniciada pelo CSI, são os detalhes científicos que prendem a audiência: as imagens que simulam os fenómenos dentro do corpo humano, o jargão técnico, as doenças raras, a tecnologia de ponta, a representação mais ou menos fiel do processo científico de investigação bibliográfica, de tentativa e erro, de dedução a partir de indícios escassos, de confronto de ideias e divergência, de sucessos e falhanços. Porque é refrescante ver uma série (americana) onde nem todos os problemas são resolvidos, nem todas as doenças são curadas, nem todos os pacientes sobrevivem. Porque a vida é mesmo assim...
segunda-feira, julho 31, 2006
Art attack

Ou a obra de arte assassina. A semana passada, uma fabulosa escultura insuflável, composta por 115 salas de PVC colorido, cada qual com música ambiente, destinadas a ser percorridas pelos visitantes, levantou voo do parque público onde estava instalada. Crime, negligência ou as leis da física em acção? A polícia investiga se as cordas que prendiam a escultura foram cortadas ou mal fixas ou se o ar quente de um dia de calor intenso explicam o fenómeno. Duas pessoas morreram e várias dezenas ficaram feridas ao cairem da escultura voadora. A mesma ficou desfeita em pedaços e depois desta tragédia é improvável que o artista a reconstitua. É pena, parecia realmente uma experiência a viver...
domingo, julho 16, 2006
Gosto destes desenhos animados

Mais uns desenhos animados geniais. Para variar, são de origem francófona (Canadá e Bélgica) e os heróis são umas aves de espécie indeterminada que vivem numa ilha tropical. O líder da pandilha é o Ovide, um ornintorrinco azul bem humorado. O vilão é uma serpente, que como de costume tem um fiel seguidor aburdamente estúpido. Há écrans de televisão que surgem do nada mas vão dando continuidade às histórias. Mas o que realmente fica na cabeça é a música do genérico, um calipso irresistível. Já não se fazem desenhos animados assim.
sexta-feira, julho 14, 2006
Gosto deste bicho
segunda-feira, junho 26, 2006
Contos da modernidade avançada
Era uma vez uma telenovela sul-americana. Uma entre milhares. Mas esta deve ter qualquer coisa de especial. Não só foi difundida pelas dezenas de países que geralmente compram e difundem este tipo de produto, como foi alvo de adaptação local em 70 países. Chega-se ao ponto de no mesmo país canais diferentes transmitirem em simultâneo a versão importada e a versão autóctene, como sucede aqui em Espanha. É a glocalização em acção. A parte global é a trama geral da história: uma rapariga assustadoramente feia mas intelectualmente dotada vai ascendendo na empresa onde trabalha e conquistando o coração do galã, ao mesmo tempo que gradualmente se converte no proverbial cisne. A parte local reside em que o papel é geralmente desempenhado por uma beldade nacional e que as características fisicas indicadoras da fealdade variam consoante os países: pernas gordas, dentes em mau estado, cabelo liso ou frisado... É assim a modernidade avançada.
É incrível mas é verdade
Há um blogue inteiro dedicado a fotografias de gatos que parecem o Hitler: http://hitlercats.motime.com/
quinta-feira, junho 15, 2006
Contos da modernidade avançada
Era uma vez uma escultura apresentada à exposição de Verão da Royal Academy. Tinha um título inspirado, "One day closer to paradise", e consistia numa cabeça sorridente em bronze. No dia da inauguração o artista estranhou ver o plinto vazio. Vazio não, ao centro tinha a pequena peça de madeira que suportava a escultura. Pensou que a cabeça tinha ficado esquecida no armazém. Todavia, a explicação era outra. Os rigorosos juízes da Royal Academy tinham decidido que a escultura não tinha mérito artistico mas o suporte sim... É assim a modernidade avançada.
Os dragões andaluzes
Para seguir as aventuras dos dragões emigrantes na bela Hispalis, há um blogue novo: http://giralda-giralda.blogspot.com/.
Este fica reservado para os interesses e paixões do costume.
Este fica reservado para os interesses e paixões do costume.
sexta-feira, junho 02, 2006
terça-feira, maio 23, 2006
Ashes and Snow

O fotografo chama-se Gregory Colbert e o projecto Ashes and Snow. São fotografias, curtos vídeos e música sobre o tema da relação harmoniosa entre homens e animais. Imagens sem manipulação digital, de uma beleza pungente e uma clara intenção moral. São apresentadas num museu nómada, um edifício formado por contentores que tem viajado e continuará a viajar entre a Europa, os Estados Unidos e o Japão. Mas não está previsto que venha a Lisboa. Cá é mais desperdiçar dinheiro com a colecção de trampices do senhor comendador Berardo...
domingo, maio 21, 2006
Contos da modernidade avançada

Era uma vez um concurso anual em que uma estação de televisão (geralmente pública) de cada país europeu apresentava uma canção, supostamente representativa do nacional cançonetismo. Quatro décadas depois, o formato mantém-se, o conteúdo é que se alterou radicalmente. Mais de três dezenas de países (pelo menos um dos quais que nem parte do continente faz) encontram-se agora representados, testemunho da fragmentação da Europa. Quase todas as canções são cantadas em inglês e parecem saídas da mesma unidade de produção industrial em massa de pop-pastilha-elástica. As meninas cantoras e bailarinas apresentam-se escassamente vestidas, em trajes que parecem próprios de um bordel. Os votos de cada país espelham mais as fidelidades regionais que uma apreciação da música (verdadeiramente dificil de distinguir entre si). Este ano venceu um grupo de hard rock finlandês cujos membros se apresentam em palco disfarçados como orcs da Terra Média. E pela primeira este vosso dragão gastou 60 cêntimos a elegê-los... É assim a modernidade avançada.
sexta-feira, maio 19, 2006
terça-feira, maio 16, 2006
Contos da modernidade avançada

Era uma vez uma artista portuguesa chamada
Joana Vasconcelos. Num meio dominado por um gosto atroz, arrogâncias desmedidas, celebridades fátuas e vacuidades intelectuais, a rapariga vai fazendo carreira com ideias originais, peças bonitas, com uma história e um pensamento subjacente. Este é um sardão em loiça das Caldas, segundo um molde de Boldalo Pinheiro e coberto por naperons de renda como a minha avó fazia. Há também esculturas em tricot, uma motoreta com estatuetas florescentes da Nossa Senhora de Fátima na bagageira e um lustre formado por tampões intitulado "A noiva". Uma artista contemporânea com sentido de humor. É assim a modernidade avançada...
sábado, maio 13, 2006
quarta-feira, maio 10, 2006
Contos da modernidade avançada
Era uma vez uma série de televisão sobre um grupo de pessoas perdido numa ilha deserta depois de um desastre de avião, onde uma linha de argumento, muito muito secundária, introduz o achado e a leitura de um manuscrito não publicado de um livro policial, escrito por uma personagem que nem chega a entrar em cena, visto ter morrido no dito acidente. Um editora com olho para o negócio publica então um livro, com o título e o autor do mencionado manuscrito. O livro chega ao top de vendas da Amazon. É assim a modernidade avançada...
domingo, maio 07, 2006
segunda-feira, abril 24, 2006
sexta-feira, abril 21, 2006
Gosto deste livro

Para não variar são na verdade dois livros. Quinhentas páginas de bom texto é sempre melhor que apenas metade. Não é um livro de investigação histórica nem uma biografia erudita, pelo que talvez tome algumas liberdades com os factos. É sim um romance apaixonante, magnificamente escrito. Uma centena de anos da história de Roma narrada por um dos imperadores menos sanguinários. Cláudio, o gago coxo, figura de segundo plano da família imperial lá vai sobrevivendo às intrigas, traições e desgraças que vão ceifando os herdeiros mais evidentes do trono, até chegar ele próprio ao poder (para, claro, ser ele depois ceifado). Mas é sobretudo a história de uma vida de revezes e resiliência que me comove. Gozado, maltratado, traído em constante risco de ser eliminado ao sabor dos interesses ou dos caprichos dos parentes, vê morrer todos de quem gosta. E mesmo assim lá vai teimando, persistindo, resistindo aos dissabores, refugiado no trabalho intelectual e no labor governativo. Mas não há fins felizes. E a vida não é assim mesmo?
terça-feira, abril 11, 2006
Os dragões assediados

Graças a constrangimentos jurídico-financeiros, os dragões viram-se obrigados a formalizar junto do Estado algo que deveria pertencer exclusivamente à esfera privada. Dada a obrigatória publicitação de tal acto, foram hoje bombardeados com indesejadas ofertas de serviços. Ultrapassada a indignação de receber publicidade não solicitada e o asco causado pelos pindéricos textos e imagens, não quisemos deixar de partilhar com a blogosfera o mais hilariante dos exemplares. A atentar não só nos erros ortográficos e de pontuação mas sobretudo no intrigante "Creio que existimos; a Foto Caneças; para vos satisfazer tentem vós mesmo comprová-lo." Socorro!
quinta-feira, abril 06, 2006
segunda-feira, março 27, 2006
Gosto desta série

Feios, porcos e maus no norte de Inglaterra. Mais uma comédia britânica de excepção, que prende os dragões ao televisor a horas tardias uma vez por semana. Uma família caótica, um pai completamente amoral, linguagem desbragada, situações rocambolescas, sexo com e entre menores, bebedeiras monumentais, pequenos crimes e esquemas fraudulentos... Mas também amor, solidariedade entre parentes e vizinhos, estratégias de resistência dos dominados contra o Estado e a sociedade. Parece um retrato fiel e bem humorado da vida num bairro social de Manchester. Gosto muito do Shameless.
domingo, março 19, 2006
Será um rato?... um pássaro? que bicho esquisito...
quarta-feira, março 15, 2006
Isto não me sai da cabeça
Way I Feel Inside
The Zombies
Should I try to hide
The way I feel inside
My heart for you?
Would you say that you
Would try to love me too?
In your mind could you ever be
Really close to me?
I can tell the way you smile
If I feel that I could be certain then
I would say the things
I want to say tonight
But till I can see
That you'd really care for me
I will dream that someday you'll be
Really close to me
I can tell the way you smile
If I feel that I could be certain then
I would say the things
I want to say tonight
But till I can see
That you'd really care for me
I'll keep trying to hide
The way I feel inside
The Zombies
Should I try to hide
The way I feel inside
My heart for you?
Would you say that you
Would try to love me too?
In your mind could you ever be
Really close to me?
I can tell the way you smile
If I feel that I could be certain then
I would say the things
I want to say tonight
But till I can see
That you'd really care for me
I will dream that someday you'll be
Really close to me
I can tell the way you smile
If I feel that I could be certain then
I would say the things
I want to say tonight
But till I can see
That you'd really care for me
I'll keep trying to hide
The way I feel inside
sexta-feira, março 10, 2006
terça-feira, março 07, 2006
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Oooooooooops!!!!!!!!!!!!!

Já somos um país moderno!
Já temos um lóbi nuclear como os grandes!
Concedo que no actual contexto energético é admissível que se discuta esta hipótese, contudo...
-Faz-me alguma impressão que seja um processo liderado por um empresário. É um investimento demasiado caro, a médio-longo prazo e com demasiadas contra-indicações para que um empresário luso o considere devidamente;
-
O sub-produto energético das centrais nucleares é exclusivamente a electricidade. Ora, Portugal já praticamente não produz electricidade a partir do petróleo, mas sim do carvão, pelo que o argumento da carestia do preço do petróleo não cola;
-Construir apenas uma central nuclear não tem sentido, mas sim uma rede de centrais nucleares para que se produza o ganho de escala e eficiência que torne o investimento menos oneroso. Ora, num país da dimensão de Portugal, uma rede de centrais nucleares não só é impensável como estúpido;
Mas estes são os argumentos menos determinantes. O que há efectivamente a considerar é o seguinte:
-Se não me engano andamos há 10 anos para decidir o que fazer aos resíduos industriais perigosos. O que fazer, então, dos resíduos radioactivos inevitavelmente produzidos a partir deste processo? Depositamo-los numa lixeira a céu aberto? Escondemo-los numa mina e esquecemo-nos deles? Atiramo-los ao mar?
-Por último, lembro que neste país caem pontes e passadeiras aéreas devido à falta de manutenção e incúria das autoridades competentes. Será que no caso da central nuclear vamos, por uma vez, levar as coisas a sério e actuar devidamente?
Duvido... mas não me apetece fazer o teste!
Futebol e Ciência
Já não bastavam os disparates do nosso Professor Doutor Ministro Freitas do Amaral acerca da potencialidade dos jogos de futebol para o alcance da concórdia universal... O Presidente da Comissão Europeia (que cada vez mais prestigia Portugal) interrogava-se, num destes dias, acerca da reduzida capacidade da Europa para atracção de cientistas quando, pelo contrário, tão bem o fazia relativamente aos futebolistas.
Até parece que em Portugal o futebol é a medida de todas as coisas e um elemento basilar na compreensão do mundo. Se calhar é mesmo assim e eu é que ando enganado... pensando melhor, até ajuda a explicar muita coisa que por cá se passa.
Mas quem tem pelo menos dois neurónios comunicantes dá-se imediatamente conta da alarvidade do raciocínio:
1- Os EUA são o maior competidor, face à Europa, no desenvolvimento científico e tecnológico e com maior capacidade de recrutamento de recursos humanos o que não acontece no soccer (o futebol deles é outro);
2- Ao contrário dos recursos humanos em C&T, a formação (inicial) de futebolistas de pouco mais necessita do que uma bola e uns companheiros de jogo - como o atestam os países hoje em dia liderantes neste mercado (africanos e sul americanos);
3-Escolas, Universidades, Bibliotecas, Laboratórios, Centros de Investigação, Instrumentos de Financiamento, Regulação e Competitividade nas Actividades Científicas, Empresas e Mercado de Trabalho apetentes à integração dos recursos humanos e produtos oriundos do sistema de C&T. Tudo isso é um aborrecimento. O melhor é mesmo pensar de acordo com o pontapé na bola.
Há que reconhecer, no entanto, a potencialidade e excelência deste país num segmento específico de produtos: a exportação de cretinos!
Até parece que em Portugal o futebol é a medida de todas as coisas e um elemento basilar na compreensão do mundo. Se calhar é mesmo assim e eu é que ando enganado... pensando melhor, até ajuda a explicar muita coisa que por cá se passa.
Mas quem tem pelo menos dois neurónios comunicantes dá-se imediatamente conta da alarvidade do raciocínio:
1- Os EUA são o maior competidor, face à Europa, no desenvolvimento científico e tecnológico e com maior capacidade de recrutamento de recursos humanos o que não acontece no soccer (o futebol deles é outro);
2- Ao contrário dos recursos humanos em C&T, a formação (inicial) de futebolistas de pouco mais necessita do que uma bola e uns companheiros de jogo - como o atestam os países hoje em dia liderantes neste mercado (africanos e sul americanos);
3-Escolas, Universidades, Bibliotecas, Laboratórios, Centros de Investigação, Instrumentos de Financiamento, Regulação e Competitividade nas Actividades Científicas, Empresas e Mercado de Trabalho apetentes à integração dos recursos humanos e produtos oriundos do sistema de C&T. Tudo isso é um aborrecimento. O melhor é mesmo pensar de acordo com o pontapé na bola.
Há que reconhecer, no entanto, a potencialidade e excelência deste país num segmento específico de produtos: a exportação de cretinos!
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Pós-expos
O processo de reconversão dos terrernos antes designados por Expo 98 resultou no que já bem se conhece. A associação de malfeitores composta pela banca, agentes imobiliários, construtores civis, gestores da Parque Expo SA (cujos ordenados dependiam das receitas geradas) e autoridades públicas lenientes conduziu à edificação de uma autêntica "Reboleira da classe média-alta".
Na Cartuja sobrevivem ainda alguns dos edifícios originais utilizados para outras funções em estreito convívio com um gigantesco parque de estacionamento selvagem e outros cenários dignos do Mad Max
Depois de tratarem da Cova do Vapor, os magníficos gestores da Parque Expo bem podem mudar-se para a capital da Andaluzia e dedicar-se ao rentável retalho proporcionador de "novas centralidades".
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
sábado, fevereiro 11, 2006
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Gosto destes cartoons

Não, não têm o Maomé. Mas a morte é uma das personagens. Nas minhas diatribes contra os desenhos animados actuais, algumas excepções têm de ser reconhecidas e esta é uma delas. Produto do Cartoon Network, as aventuras de Billy e Mandy com a ceifeira negra são uma pérola. Histórias macabras onde entram monstros e demónios, onde o fim do mundo, individual ou colectivo, está a apenas um passo, onde desmembramentos e eviscerações são acontecimentos frequentes, mas que se passam nos cenários comezinhos da suburbia: a casa, a escola, o parque infantil. A Morte perdeu uma aposta e viu-se agarrada a um pacto de amizade com duas crianças terríveis, o desmiolado Billy e a cínica Mandy. Humor do mais negro que há, mas uma delícia...
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Gosto deste livro
Admito que tenho uma parcialidade por livros grandes. Não aprecio particularmente contos nem pequenas novelas, por mais que sejam diminutas jóias, esforços admiráveis de precisão e contenção, demonstrações de mestria no domínio das palavras e das figuras de estilo. Eu gosto mesmo é de histórias e quando uma história é envolvente e bem contada, então quanto maior melhor. Agora estas 1000 páginas serão talvez um exagero... Este livro é um exercício admirável que cruza o pastiche de um romance do século XIX com um pressuposto fantasista, com um labor de notas de rodapé evocativo dos livros académicos. É um livro sobre a prática da magia em Inglaterra nos alvores de oitocentos mas o que o torna tão fascinante não são os espectaculares feitos de feitiçaria, que são escassos, mas sim a imbricação deste elemento de irrealidade num contexto muito prosaico e realista: a vida quotidiana, as relações de classe e de género, as viagens, a nascente industrialização, as guerras napoleónicas, o governo de um país. E sobretudo, o que talvez apelou mais ao meu interesse, a magia é concebida muito à semelhança das disciplinas científicas emergentes na época: a passagem de uma actividade amadora a profissional, a importância dos veículos de disseminação escrita (os livros, as publicações periódicas), a controvérsia e a conflitualidade, a formação de "escolas" e correntes de pensamento, as academias e clubes, a tensão entre teoria e prática, as restrições ao acesso à profissão, a construção da imagem pública do "mágico louco".
Agora é certo que a narrativa se perde ligeiramente em episódios acessórios, na multiplicação de personagens pouco úteis e até no desperdício de figuras que parecem centrais mas que depois se limitam a uma aparição fugaz.
Mas é um óptimo entretenimento, em certos momentos humorístico, magistralmente bem escrito e garantia de umas dezenas de horas bem passadas. O que mais se pode pedir?
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
sábado, janeiro 21, 2006
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Declaração de voto: Abstenho-me
Votei pela primeira vez numas longínquas eleições para o parlamento europeu em 1988. Até agora não tinha deixado passar uma eleição ou referendo sem depositar o meu voto, exprimindo, em cada uma delas, de forma mais ou menos veemente, as minhas convicções políticas ou estados de alma eleitorais.
Sendo individualista por natureza e pouco crente na bondade intrínseca dos partidos e associações políticas enquanto expressão legítima da formulação de escolhas e de interesses nunca me filiei num partido e muito menos votei sistematicamente em qualquer uma das cores políticas. Em cada eleição, não estando o meu entendimento político formatado por uma opção unívoca pela esquerda ou direita, exercia crítica e conscientemente a minha escolha perante os condicionalismos do momento, vagueando, nessa medida, por todo o espectro político à excepção dos seus extremos.
Nesta eleição presidencial vou abster-me. Faço-o por não encontrar em nenhum dos candidatos vestígio de argumento que mobilize o meu voto, para além de um desagrado visceral quanto ao modo acéfalo como tem decorrido a campanha.
Cavaco Silva segue o bem sucedido modelo Sócrates (face a Santana). Não expondo argumentos, raciocínios ou estratégias não se compromete e pela gestão dos silêncios e omissões espera manter a sua vantagem por imperícia dos seus contendores. Não creio que tenha o perfil ideal para Presidente da República, mas pode ser que supere Jorge Sampaio (o que não constitui tarefa árdua).
Soares tem o dom de me irritar solenemente. A auto-indigitação como pai da pátria e a consideração de que todo o português lhe deve algo (como se não o tivesse já pago e com elevados juros) causa-me náuseas. Mesmo que haja um alto preço (e já houve, redundando em aventuras santanistas) a pagar pela humilhação de cada um dos membros do clã Soares parece-me inteiramente justificado.
Manuel Alegre não me suscita qualquer tipo de comentário.
Jerónimo e Louçã parecem-me os únicos que alinhavam alguns argumentos merecedores de atenção mas trata-se de um jogo a dois, numa disputa longínqua e pouco relevante para a matéria em causa.
Garcia Pereira é uma espécie de “emplastro eleitoral”, sempre pronto a dizer umas coisas pouco simpáticas numa linguagem extremamente agressiva a cada câmara televisiva que se posiciona à sua frente.
No seu conjunto, a já longa campanha eleitoral (que para supremo enfado se iniciou logo após a campanha autárquica) cada vez mais se aproxima do circo futebolístico mediatizado. Os candidatos percorrem o país na companhia dos seus exaltados adeptos a que ainda se juntam outros localmente recrutados nas concelhias; os adeptos carregam as bandeirinhas, cachecóis, autocolantes e berram slogans ritmados por bombos e cânticos plagiados pelos inspirados meninos das “Jotas” dos das claques dos clubes de futebol.
Tudo isto é demorada e repetidamente gravado, editado, transmitido, analisado e comentado pelos três canais generalistas, canais temáticos, rádios e imprensa escrita, privilegiando sobretudo a forma e muito pouco o conteúdo, que, justiça lhes seja feita, é praticamente nulo. Em suma, o vencedor que o faça à primeira volta para que tão rapidamente quanto possível possamos gozar o período de acalmia eleitoral que se segue (Espero!).
Sendo individualista por natureza e pouco crente na bondade intrínseca dos partidos e associações políticas enquanto expressão legítima da formulação de escolhas e de interesses nunca me filiei num partido e muito menos votei sistematicamente em qualquer uma das cores políticas. Em cada eleição, não estando o meu entendimento político formatado por uma opção unívoca pela esquerda ou direita, exercia crítica e conscientemente a minha escolha perante os condicionalismos do momento, vagueando, nessa medida, por todo o espectro político à excepção dos seus extremos.
Nesta eleição presidencial vou abster-me. Faço-o por não encontrar em nenhum dos candidatos vestígio de argumento que mobilize o meu voto, para além de um desagrado visceral quanto ao modo acéfalo como tem decorrido a campanha.
Cavaco Silva segue o bem sucedido modelo Sócrates (face a Santana). Não expondo argumentos, raciocínios ou estratégias não se compromete e pela gestão dos silêncios e omissões espera manter a sua vantagem por imperícia dos seus contendores. Não creio que tenha o perfil ideal para Presidente da República, mas pode ser que supere Jorge Sampaio (o que não constitui tarefa árdua).
Soares tem o dom de me irritar solenemente. A auto-indigitação como pai da pátria e a consideração de que todo o português lhe deve algo (como se não o tivesse já pago e com elevados juros) causa-me náuseas. Mesmo que haja um alto preço (e já houve, redundando em aventuras santanistas) a pagar pela humilhação de cada um dos membros do clã Soares parece-me inteiramente justificado.
Manuel Alegre não me suscita qualquer tipo de comentário.
Jerónimo e Louçã parecem-me os únicos que alinhavam alguns argumentos merecedores de atenção mas trata-se de um jogo a dois, numa disputa longínqua e pouco relevante para a matéria em causa.
Garcia Pereira é uma espécie de “emplastro eleitoral”, sempre pronto a dizer umas coisas pouco simpáticas numa linguagem extremamente agressiva a cada câmara televisiva que se posiciona à sua frente.
No seu conjunto, a já longa campanha eleitoral (que para supremo enfado se iniciou logo após a campanha autárquica) cada vez mais se aproxima do circo futebolístico mediatizado. Os candidatos percorrem o país na companhia dos seus exaltados adeptos a que ainda se juntam outros localmente recrutados nas concelhias; os adeptos carregam as bandeirinhas, cachecóis, autocolantes e berram slogans ritmados por bombos e cânticos plagiados pelos inspirados meninos das “Jotas” dos das claques dos clubes de futebol.
Tudo isto é demorada e repetidamente gravado, editado, transmitido, analisado e comentado pelos três canais generalistas, canais temáticos, rádios e imprensa escrita, privilegiando sobretudo a forma e muito pouco o conteúdo, que, justiça lhes seja feita, é praticamente nulo. Em suma, o vencedor que o faça à primeira volta para que tão rapidamente quanto possível possamos gozar o período de acalmia eleitoral que se segue (Espero!).
domingo, janeiro 08, 2006
Because they are so long-lived, atoms really get around. Every atom you possess has almost certainly passed through several stars and been part of millions of organisms on its way to becoming you. We are each so atomically numerous and so vigorously recycled at death that a significant number of our atoms (...) probably once belonged to Shakespeare. (...) So we are all reincarnations - though short-lived ones. When we die, our atoms will dissemble and move off to find new uses elsewhere - as part of a leaf or other human being or drop of dew. Atoms themselves, however, go on practically for ever. (B. Bryson, A short history of nearly everything, p. 176)
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Os dragões e os links
Os dragões aprenderam sozinhos a colocar alguns links no blogue. Um pequeno feito que deixou o dragão vermelho muito satisfeito consigo próprio. As minhas primeiras linhas de programação... vampirizadas do código-fonte de outro blogue, é certo, mas a necessidade é mãe da invenção.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
terça-feira, janeiro 03, 2006
Gosto desta série


Anda há anos a passar recorrentemente na SIC. Mas só depois de ter ido a Viena é que me apaixonei pela série. Agora suponho que já vi todos os episódios das três épocas desta telenovela policial. Gosto dos episódios auto-contidos, com histórias finitas, que não obrigam a uma fidelidade estrita. Gosto dos argumentos bem feitos, das estórias credíveis, do retrato que suponho realista do crime e da investigação policial. Gosto dos personagens, tanto dos heróis como dos vilões, humanos, plausíveis, falíveis. Gosto dos pormenores que mostram que é uma produção europeia: há gente nova e velha, bonita e feia; os polícias trabalham em equipa e não resolvem tudo sozinhos, à cowboy do oeste; os enredos incluem pormenores sociais, políticos, económicos que ajudam a explicar as circunstâncias do crime. E gosto sobretudo da cidade, como servem de cenário à história os monumentos, os edificios históricos, os palácios, as ruas, os parques, os bairros da era socialista, os cemitérios, o Prater... E até gosto do cão!
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Subscrever:
Mensagens (Atom)























