sábado, março 24, 2007

E eis porque Istambul faz lembrar Lisboa

O mais evidente é a situação à beira mar, as duas margens densamente povoadas, as pontes parecidas e as colinas.

Mas uma volta fora do centro turístico faz aparecer mais semelhanças. É a decadência emparelhada com o luxo, o antigo com o moderno, a desordenação, os prédios pintados de cores garridas, os edifícios abandonados e em ruína, o trânsito intenso, os pormenores das casas, das fontes, das estátuas que fazem perceber que já foi uma bela e próspera cidade. Talvez não por acaso os dois países tenham outras coisas em comum: um império que já foi grande e que se perdeu, uma vontade desesperada de ser europeu, de ser moderno, de ser rico.

Assim não é de estranhar que os dragões se tenham sentido em casa em Istambul...

sexta-feira, março 23, 2007

O factor Wow

Istambul tem alguns locais que nos fazem abrir a boca de espanto. Ouvi num programa de viagens uma expressão que me parece adequada para caracterizar a sensação provocada pela visita a locais assim: o factor Wow.


Dentro desta denominação acho que se podem classificar a dimensão de Hagia Sofia (que não cabe numa fotografia) e os seus mosaicos dourados bizantinos

a cisterna da basílica e as suas dezenas de colunas



















o interior da mesquita azul



















os tesouros do palácio de Topkapi (que não podem ser fotografados) e o salão cerimonial do palácio de Dolmabahçe (idem, mas porque não comprámos o bilhete para a máquina...).

terça-feira, março 20, 2007

E Istambul também tem museus

Os dragões museófilos não podiam deixar de passar pelo interessante museu de artes islâmicas,
















pelo pequeno museu dos mosaicos, contendo os únicos vestígios do grande palácio bizântino,


















e pelo magnífico museu de arqueologia, um dos maiores do mundo.

sábado, março 17, 2007

Arte islâmica

Uma das coisas que levou os dragões a Istambul foi sem dúvida um recém descoberto interesse pela arte islâmica, produto das nossas andanças pelo Al-Andaluz. Os azulejos, a caligrafia, os gessos, os dourados, os mármores, os motivos geométricos, as decorações florais, a perfeita simetria, tudo é um encanto para os olhos e para alma. E Istambul tem tudo disto.

sexta-feira, março 16, 2007

Istambul

Entre a Europa e a Ásia

















fica uma cidade mágica


















com torres altaneiras


















mesquitas
















igrejas bizantinas













palácios










e gatos.

domingo, março 04, 2007

Dizem que faz lembrar o Freddie

E de facto tem parecenças. É um londrino libanês (não zanzinbariano), tem uma amplitude vocal considerável, não desafina no falseto, toca piano, escreve canções que ficam no ouvido, é flamboyant nos videos (mas não muito). Está a léguas de distância do mestre, mas vale a pena ouvir.

domingo, fevereiro 25, 2007

Os meus óscares

Independentemente dos prémios atribuídos logo à noite, tenho para mim que o melhor filme americano de 2006 foi o Little Miss Sunshine. Numa casca de noz, representa a essência da américa contemporânea: a família de pequena classe média que luta para se manter à tona, as instituições clássicas das viagens interestaduais por estrada (os moteis, as estações de serviço), os perversos concursos de beleza infantis sintomáticos da busca desperada da fama. Um conjunto de personagens magníficas, brilhantemente disfuncionais entre si e com o mundo: o avô hedonista, o filho existencialista, o tio intelectual, a mãe trabalhadora, o pai vendedor de banha da cobra falhado, a filha patinho feio. É uma comédia indie, irreverente, que faz concessões ao obrigatório final feliz da forma mais hilariante possível.

















Mas não é o melhor filme do ano. Na minha imodesta opinião, a glória vai todinha, idiscutívelmente, para o Labirinto do Fauno. Uma mistura genial de conto de fadas gótico com drama político situado no mais triste episódio da história de Espanha. O argumento tem o encademento perfeito de um relógio, a fotografia é de uma beleza sublime, as personagens despertam-nos fortes emoções: ódio e fascínio pelo malvado capitão, admiração pela corajosa resistente, empatia com a frágil orfã que tem nas mãos a díficil tarefa de salvar um mundo perdido, salvar o irmão, salvar-se a si mesma. O que mais se pode querer de um filme?




terça-feira, fevereiro 20, 2007

Gosto desta série



Uma das pérolas da BBC, que não sei porquê nunca passou na televisão portuguesa: One foot in the grave. Narra as desventuras de um reformado rezingão e da sua sofredora mulher, a quem tudo de bizarro parece acontecer. Os deuses parecem apostados em aborrecer Victor Meldrew, lançando-lhe em sorte toda a espécie de adversidades, coincidências improváveis, acidentes fortuitos, face aos quais as suas ineptas respostas só agravam as consequências. Cínico, mal humorado, contestatário, mas claramente norteado pelo desejo de fazer a coisa certa, Victor vai-se enredando, episódio a episódio, numa teia de mal entendidos e efeitos impremeditados francamente hilariante. Humor negro, muito negro, muito britânico. My favourite.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Vale a pena



A exposição de Candida Hoffer sai de cena no CCB no final desta semana, pelo que há que aproveitar os próximos dias. São umas dezenas de fabulosas fotografias, de grande dimensão, de espaços públicos em Portugal: teatros, palácios, bibliotecas, salas de espectáculo, igrejas. Magníficas salas vazias, fotografadas num enquadramento perfeito, em cores vibrantes, com efeitos de luz sublimes, uma nitidez espantosa. Serve para perceber que há sítios belíssimos nesta terra. E que a fotografia pode ser uma forma de arte arrebatadora.
Em contraponto, a outra exposição de fotografia, Besphoto. Felizmente que os clientes Bes não pagam, porque se este dragão tivesse dado um tostão que fosse pelo bilhete ficava francamente aborrecido. São expostos os trabalhos de quatro fotógrafos e contam-se pelos dedos de uma mão as fotografias que merecem mais do que um olhar de relance, quando a maioria é francamente horrorosa ou desinteressante. Uma mulher alemã que se fotografa a si própria com um barrete de borracha na cabeça, um tipo português que se fotografa a si próprio à espera do comboio (já não deve haver dinheiro para modelos), um filme de propaganda nazi pintado de vermelho (porquê?porquê?porquê?). Escapa uma instalação com fotografias antigas numa parede de damasco, "A mulher que casou cinco vezes", e uma das fotografias de Therezienstadt. Tudo o resto...

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Nostalgia


Carry me caravan take me away

Take me to portugal, take me to spain

Andalusia with fields full of grain

I have to see you again and again

Take me, spanish caravan

Yes, I know you can

Trade winds find galleons lost in the sea

I know where treasure is waiting for me

Silver and gold in the mountains of spain

I have to see you again and again

Take me, spanish caravan

Yes, I know you can


The doors

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Contos da modernidade avançada


Era uma vez uma série de televisão. Que a certa altura evoluiu para um jogo na internet. Que tem uma página na internet com um link para o website do fictício centro de investigação (que em nada se distingue de um centro real, com fichas de pessoal, de projecto, comunicados de imprensa). Que colabora com uma prestigiada organização científica canadiana, disponibilizando folhas informativas sobre a "ciência" por detrás de cada episódio.
Por cá passa quase despercebida, na Sic Radical, nas noites de terça feira. Mas é todo um hino à divulgação científica. Os cientistas são verdadeiros Indiana Jones de tubo de ensaio (e não chicote) em punho, viajando pelo mundo ou pelo seu laboratório a resolver mistérios, destapar conspirações, curar doenças, identificar bio-terroristas, travar epidemias. Depois claro que são humanos, têm dramas pessoais, vícios privados, problemas familiares.
Mas tem sobretudo ciência. O lado mais apelativo da ciência, que gera mais interesse, mais receio: o risco. Há a ciência vilã, que cria monstros, virulências, pragas, e a ciência heroína, que os combate, que os resolve, que torna a vida melhor.
A seguir, com atenção.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

sábado, fevereiro 03, 2007

Contos da modernidade avançada

Era uma vez os casamentos combinados entre famílias na Índia, prática ancestral e que não dá mostras de ceder face ao avanço do imperialismo cultural do Ocidente. Sim, só que agora os noivos procuram-se pela Internet. Consulta-se uma agência matrimonial e faz-se uma pesquisa numa base de dados para encontrar parceiro compatível: com a mesma casta, a mesma religião, a mesma língua e todas as outras características essenciais (a idade, a profissão, a educação, o rendimento, uma aparência agradável). Troca-se uns quantos emails, para aferir se a compatibilidade se confirma. Informa-se a família, que entra então em contacto com o potencial noivo. Se o candidato lhes agradar, é consultado um astrólogo, que verifica se os astros estão de acordo com o enlace. Só então é que a noive conhece efectivamente o noivo. E viverão felizes para sempre. Está tudo aqui. É assim a modernidade avançada.

Gosto deste livro


Agora que ganhou o Nobel, vai ser um sucesso de vendas. Mas não podia ser mais merecido. Se em anos anteriores não consigo de todo perceber os critérios do Comité sueco (ou nem sequer me interessa descobrir), desta vez só posso aplaudir. Quanto ao resto das obras, não sei (mas tenciono vir a saber), mas esta é uma jóia sem preço. Ao princípio estranha-se, depois entranha-se. As primeiras páginas causam alguma confusão, devido à pluralidade de narradores (sobretudo quando um deles é um contador de histórias que se põe na pele das suas variáveis personagens). Depois é alteridade do contexto da história, tanto no tempo como no espaço. Uma cidade (por ora ainda) desconhecida, há vários séculos atrás. E uma cultura diferente, que apesar de geograficamente não muito distante (colada à Europa, mais próxima que os Estados Unidos ou a Austrália), é pouco familiar: uma religião distinta, com preceitos distintos, uma sociedade com uma estratificação distinta, com uma estrutura de poder distinta, com uma história distinta, com tradições distintas, com uma vida quotidiana distinta. Ou talvez nem tanto.
As personagens são seres humanos, homens e mulheres, crianças, adultos e velhos, com paixões e ódios, interesses declarados ou escondidos, impulsos e estratégias, resistentes à mudança ou apaixonados por ela. Por isso, este romance é no fundo uma familiar história de crime, investigação e castigo. O que o torna fascinante são as questões mais vastas que servem de pano de fundo ao enredo: o confronto entre Ocidente e Oriente, o lugar da arte e dos artistas, o braço de ferro entre o poder religioso e o poder político, a procura da critividade e liberdade individual face aos constrangimentos do colectivo e da tradição.
Magistralmente bem escrito, poético, erudito e apaixonante. O que mais se pode pedir? A Deus pertence o Este e o Oeste.

Contos da modernidade avançada

Era uma vez um caçador furtivo que gravou o cantar dos pássaros com o seu telemóvel. Depois usava o toque do mesmo para atrair tordos, com o propósito pouco cristão de os caçar. Lamentavelmente (para ele, não para os tordos), foi caçado pela GNR esta semana. É assim a modernidade avançada.

sábado, janeiro 27, 2007

Contos da modernidade avançada

Era uma vez a ciência, os bombeiros e a velocidade vertiginosa a que as notícias correm por estes dias. Na minha amada BBC news on line, esta semana, logo pela manhã, foi publicada uma interessante notícias de ciência, com evidentes impactos sobre a vida quotidiana, o que provavelmente explica a rápida difusão da mesma. Uma equipa de cientistas constatou que as esponjas de cozinha, verdadeiro ninho de bactérias nocivas, podiam ser eficazmente descontaminadas com uma passagem de dois minutos pelo microondas. Alertava-se porém que tal deveria ser feito com as esponjas molhadas.
A meio da tarde surge uma notícia de sinal contrário: os bombeiros alertam que assar as esponjas no microondas acarreta um elevado risco de incêndio, tendo já sido chamados a várias ocorrências desde que a notícia tinha sido publicada pela BBC. A cadeia noticiosa optou então por acrescentar à notícia da descoberta científica o caveat dos bombeiros, passando este a ter proeminência. Risco 1 - Ciência 0

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Gosto destes bonecos

Postman Pat é mais uma das grandes séries de animação para miudos que passou de moda. Tão inglês como a chávena de chá que o herói bebia amiude durantes as suas rondas, evoca a representação ideal da vida de aldeia. A carrinha vermelha dos correios viaja por estradas estreitas e sinuosas, ladeadas de muros de pedra que delimitam campos sempre verdes. O carteiro e o seu gato branco e preto recolhem o correio na loja da aldeia e distribuem-no pelas casinhas de telhado de colmo. Há agricultores, velhinhas, o veterinário, pastores... Não há zangas, não há conflitos, as peripécias resolvem-se sempre ao fim do dia. Como não gostar disto?

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Small is beautiful?

Tanto barulho à volta da custódia de Belém...

quando é assim a custódia da catedral de Córdova




e a de Sevilha não lhe fica atrás

sábado, janeiro 20, 2007

Contos da modernidade avançada


Era uma vez uma loja. Nascida num pequeno país nórdico, umas décadas depois está espalhada por todo o mundo, da Bélgica a Singapura, da Roménia ao Kuwait, da Islândia à Austrália. O nome não varia, nem o logotipo, nem os produtos (excepto o prato local no restaurante). Para vender os produtos, vende também um conceito, uma filosofia de vida, um Weltanschauung. Que é um todo um programa democrático: todos podem comprar porque é barato, porque é bom (relativamente), porque é bonito; todos podem montar os móveis porque é fácil (relativamente), porque vendem todos os instrumentos e acessórios necessários, porque as instruções nem legendas têm; todos podem ter uma casa ikea porque vende de tudo, da máquina de lavar loiça à toalha de banho, do garfo à mesa da sala, do colchão aos quadros para pendurar na parede.
E tem todos os atributos da pós-modernidade: não conhece barreiras no espaço nem no tempo (há móveis de todos os estilos e modas, do interior rústico ao ultra-modernismo elegante dos 70, ), é tão global como local (veja-se o restaurante e a loja de gastronomia sueca), exibe as preocupações pós-materialistas da ecologia (as embalagens recicláveis, as madeiras de florestas sustentáveis), da identidade pessoal (a casa como um reflexo do eu), do multiculturalismo (veja-se os personagens presentes na publicidade), da aceleração da mudança (com preços assim e materiais tão pouco robustos, não há outro remédio que não trocar de móveis a cada par de anos).
Esta cadeia é um verdadeiro Juggernaut: por onde passa esmaga a concorrência, obriga-a a seguir o seu estilo, massifica o gosto, abate os preços. É um verdadeiro produto da modernidade avançada.

Um gato feliz ao sol


quarta-feira, janeiro 17, 2007

Cartas da Nigéria - Parte II

Há novas formas de separar internautas ingénuos (e ganaciosos) do seu dinheiro. Depois dos esquemas já clássicos do e-mail de um ilustre desconhecido, geralmente africano, disposto a partilhar a sua fabulosa fortuna com um cumplice numa simples operação bancária não necessariamente ilegal, chegam agora por via electrónica missivas com ofertas de emprego miríficas. Supostas organizações internacionais com nomes sonantes mas inteiramente fictícias procuram candidatos a postos de trabalho que se notabilizam por baixos requisitos e altos salários. Ao que parece, quando o incauto candidato oferece os seus préstimos, vê-se rapidamente transportado até às últimas fases do recrutamento, quando lhe é pedida uma modesta soma (em comparação com o salário a auferir) para formalizar o contrato de trabalho. Nem é preciso dizer que nunca mais verá a sombra desse dinheiro...

A natureza está cheia de coisas bonitas


que infelizmente correm o risco de desaparecer.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Contos da modernidade avançada


Algures em Marrocos... (fotografia tirada pela minha amiga Monica, romena radicada em Espanha)

(é preciso ampliar a foto para perceber o detalhe)

quarta-feira, janeiro 03, 2007

An eventful year


2006 foi um ano cheio de acontecimentos para os dragões. Ainda que tenha de certa forma deixado um sabor amargo, de todas as coisas que correram menos bem, foi um ano pleno de eventos marcantes, que ficarão na nossa pequena história. Dois doutoramentos concluídos, um casamento, uma experiência de emigração, uma morte, bastantes viagens, duas mudanças de casa... Paradoxalmente, tanta transformação deixou-nos mais ou menos no ponto de partida: novamente bolseiros, nas mesmas instituições, novamente a viver em Paço de Arcos, na mesma casa, novamente donos do nosso tempo e do nosso trabalho. O corrente slogan da Ikea em Espanha foi inspirador: vuelve a conquistar tu vida.

terça-feira, agosto 01, 2006

Gosto desta série


Nisto não sou original, já sei. A série ganhou uma série de prémios e é amplamente citada tanto pela imprensa convencional como pela blogosfera. E claro que um dos maiores motivos de interesse são os housisms, ou aforismos do Dr. House. Mas não só. Porque médicos cínicos, de língua afiada e pouca compaixão pelos pacientes são um clássico das séries de médicos, como bem o sabe todo o verdadeiro aficionado deste género: do Dr. Rocky Romano do ER ao Doutor Rudolfo Vilches do Hospital Central espanhol, do Dr. Jeffrey Geiger do Chicago Hope ao Dr. Perry Cox do Scubs. Na minha modesta opinião, o que torna o House fascinante (para além do inegável talento do Hugh Laurie, de que eu sou fã de longa data), é a ciência. Numa moda talvez iniciada pelo CSI, são os detalhes científicos que prendem a audiência: as imagens que simulam os fenómenos dentro do corpo humano, o jargão técnico, as doenças raras, a tecnologia de ponta, a representação mais ou menos fiel do processo científico de investigação bibliográfica, de tentativa e erro, de dedução a partir de indícios escassos, de confronto de ideias e divergência, de sucessos e falhanços. Porque é refrescante ver uma série (americana) onde nem todos os problemas são resolvidos, nem todas as doenças são curadas, nem todos os pacientes sobrevivem. Porque a vida é mesmo assim...

segunda-feira, julho 31, 2006

Art attack


Ou a obra de arte assassina. A semana passada, uma fabulosa escultura insuflável, composta por 115 salas de PVC colorido, cada qual com música ambiente, destinadas a ser percorridas pelos visitantes, levantou voo do parque público onde estava instalada. Crime, negligência ou as leis da física em acção? A polícia investiga se as cordas que prendiam a escultura foram cortadas ou mal fixas ou se o ar quente de um dia de calor intenso explicam o fenómeno. Duas pessoas morreram e várias dezenas ficaram feridas ao cairem da escultura voadora. A mesma ficou desfeita em pedaços e depois desta tragédia é improvável que o artista a reconstitua. É pena, parecia realmente uma experiência a viver...

domingo, julho 16, 2006

Gosto destes desenhos animados



Mais uns desenhos animados geniais. Para variar, são de origem francófona (Canadá e Bélgica) e os heróis são umas aves de espécie indeterminada que vivem numa ilha tropical. O líder da pandilha é o Ovide, um ornintorrinco azul bem humorado. O vilão é uma serpente, que como de costume tem um fiel seguidor aburdamente estúpido. Há écrans de televisão que surgem do nada mas vão dando continuidade às histórias. Mas o que realmente fica na cabeça é a música do genérico, um calipso irresistível. Já não se fazem desenhos animados assim.

sexta-feira, julho 14, 2006

Gosto deste bicho


As suricatas são dos bichos mais curiosos do planeta. Inteligentes, gregários, cooperativos, fotogénicos, parecem uns pequenos extraterrestes quando estão em posição bípede.

segunda-feira, junho 26, 2006

Contos da modernidade avançada

Era uma vez uma telenovela sul-americana. Uma entre milhares. Mas esta deve ter qualquer coisa de especial. Não só foi difundida pelas dezenas de países que geralmente compram e difundem este tipo de produto, como foi alvo de adaptação local em 70 países. Chega-se ao ponto de no mesmo país canais diferentes transmitirem em simultâneo a versão importada e a versão autóctene, como sucede aqui em Espanha. É a glocalização em acção. A parte global é a trama geral da história: uma rapariga assustadoramente feia mas intelectualmente dotada vai ascendendo na empresa onde trabalha e conquistando o coração do galã, ao mesmo tempo que gradualmente se converte no proverbial cisne. A parte local reside em que o papel é geralmente desempenhado por uma beldade nacional e que as características fisicas indicadoras da fealdade variam consoante os países: pernas gordas, dentes em mau estado, cabelo liso ou frisado... É assim a modernidade avançada.

É incrível mas é verdade

Há um blogue inteiro dedicado a fotografias de gatos que parecem o Hitler: http://hitlercats.motime.com/

quinta-feira, junho 15, 2006

Contos da modernidade avançada

Era uma vez uma escultura apresentada à exposição de Verão da Royal Academy. Tinha um título inspirado, "One day closer to paradise", e consistia numa cabeça sorridente em bronze. No dia da inauguração o artista estranhou ver o plinto vazio. Vazio não, ao centro tinha a pequena peça de madeira que suportava a escultura. Pensou que a cabeça tinha ficado esquecida no armazém. Todavia, a explicação era outra. Os rigorosos juízes da Royal Academy tinham decidido que a escultura não tinha mérito artistico mas o suporte sim... É assim a modernidade avançada.

Os dragões andaluzes

Para seguir as aventuras dos dragões emigrantes na bela Hispalis, há um blogue novo: http://giralda-giralda.blogspot.com/.
Este fica reservado para os interesses e paixões do costume.