

Rodas, bambus e caracteres. Vento leste, vento oeste, vento norte e vento sul. Dragão vermelho, dragão verde, dragão branco.
Não há terra nem terrinha que não tenha o seu museu. Na maioria dos casos o que lá está pouco varia: uns cacos romanos, umas fatiotas rústicas, uns calhaus com inscrições, umas enxadas e uns arados.



a cisterna da basílica e as suas dezenas de colunas





E de facto tem parecenças. É um londrino libanês (não zanzinbariano), tem uma amplitude vocal considerável, não desafina no falseto, toca piano, escreve canções que ficam no ouvido, é flamboyant nos videos (mas não muito). Está a léguas de distância do mestre, mas vale a pena ouvir.






Postman Pat é mais uma das grandes séries de animação para miudos que passou de moda. Tão inglês como a chávena de chá que o herói bebia amiude durantes as suas rondas, evoca a representação ideal da vida de aldeia. A carrinha vermelha dos correios viaja por estradas estreitas e sinuosas, ladeadas de muros de pedra que delimitam campos sempre verdes. O carteiro e o seu gato branco e preto recolhem o correio na loja da aldeia e distribuem-no pelas casinhas de telhado de colmo. Há agricultores, velhinhas, o veterinário, pastores... Não há zangas, não há conflitos, as peripécias resolvem-se sempre ao fim do dia. Como não gostar disto?
