sexta-feira, abril 13, 2007

Os meus museus

Agora que já não tenho obrigações profissionais face a esta questão, já posso dar largas ao meu amor por museus. Por isso aqui está o Museu da Electricidade, que abriu há pouco mais de um ano, de cara lavada. É curioso como se pode reconhecer beleza no tijolo do edifício, no ferro retorcido das máquinas, nas mil e uma peças que os curadores juntaram para compôr a exposição. E a história que é contada é interessada. Vale a pena a visita.

terça-feira, abril 10, 2007

Ódios de estimação

Tenho uma relação de amor/ódio com a publicidade. Há anúncios geniais, verdadeiras obras de arte, divertidos, inteligentes, tecnicamente assombrosos, que ficam no ouvido e na retina. Mas depois há uma esmagadora maioria de spots publicitários que são lixo mediático, poluição sonora e visual, atentados à inteligência, subtilmente (ou nem por isso) sexistas, racistas, discriminatórios.
Em boa parte dos anúncios as mulheres são representadas alternativamente como fadas do lar, anjos de perdição, tontinhas que carecem da orientação dos maridos, consumistas vorazes, mães extremosas, noivas interesseiras, bimbas pneumáticas semi-despidas. Mas como isto é um país de brandos costumes, sem tradições cívicas, em que as reivindicações de igualdade e tratamento justo não estão nunca na moda, não há quem levante a voz contra isto. Não é uma questão de feminismo desgrenhado, é uma questão de direitos humanos básicos. Havia de ser na minha amada Inglaterra, onde ao mais pequeno desvio chovem queixas na autoridade reguladora da comunicação...
E que não se pense que é uma questão de somenos. O que se vê na publicidade, vê-se no resto dos media, sobretudo nos programas televisivos. E como a televisão é a babysitter das gerações mais recentes, é esta a mensagem a que meninos e meninas são expostos, com que aprendem a ler o mundo e a agir sobre ele.
Claro que há excepções. Anúncios que mostram homens a aspirar a casa, a lavar a loiça, a levar os filhos à escola. Anúncios que mostram mulheres a trabalhar, a tomar decisões financeiras, a exercer posições de responsabilidade. Mas o problema é esse mesmo, são excepções, destacam-se tanto que provavelmente resultam mais de uma inovadora estratégia de marketing que de um genuíno desejo de tornar a publicidade mais justa, mais moral.
Por enquanto, a publicidade continua um dos meus ódios de estimação.

segunda-feira, abril 02, 2007

Contos da modernidade avançada

Os dragões lamentam não estar em Sevilha nesta ocasião momentosa. Mas graças ao maravilhoso mundo novo das TIC (aka Tecnologias da Informação e Comunicação) podem agora acompanhar as procissões da Semana Santa aqui.

Um museu que merece uma visita

Não há terra nem terrinha que não tenha o seu museu. Na maioria dos casos o que lá está pouco varia: uns cacos romanos, umas fatiotas rústicas, uns calhaus com inscrições, umas enxadas e uns arados.
Mas que fazer numa cidade à beira de Lisboa, que soterrou em betão o pouco que tinha do passado? Desvalorizada, mal amada, desordenada. Foi preciso inteligência e arte para fazer das fraquezas forças. e assim nasceu o Museu da Cidade de Almada.
Tem poucas peças, é verdade. A exposição permanente é pequena, sim senhora. Mas tem uma belíssima instalação à entrada, muitos textos, bem escritos, fotografias luminosas, filmes bem achados, que retratam bem a cidade como ela era e como é hoje. O desenvolvimento urbano, os transportes, a indústria e os serviços, o lazer e as associações. Cabe lá tudo.
A exposição temporária sobre associativismo está muito bem feita. É detalhada, exaustiva, documentada. Dos bailes de carnaval às cooperativas de habitação, da incrivel almadense aos bombeiros voluntários, das bibliotecas associativas ao desporto amador, cabe lá tudo.
E o melhor de tudo é uma visita guiada por quem criou as exposições, que fez a pesquisa, que conhece cada objecto, que tem uma história para contar sobre cada fotografia.
Para isto vale a pena atravessar o Tejo.

sexta-feira, março 30, 2007

quinta-feira, março 29, 2007

E pronto, admito que...

a minha percepção de Istambul foi em muito influenciada pelo que andava a ler na altura da viagem. Melhor que qualquer guia turístico, as memórias de um residente, que por acaso é um escritor de excepção, ajudam a perceber uma cidade tão exótica e tão próxima. O livro cruza a autobiografia do autor com as recordações que tem da cidade, a sua história, os artistas que a pintaram, fotografaram ou descreveram. É melancólico, nostálgico, apaixonado, é Istambul.


Gatos de Istambul

Diz-se que o profeta Maomé gostava tanto de gatos que preferiu cortar uma parte do seu manto a incomodar um gato que lá dormia. E em Istambul vê-se que a lenda é verdade, os bons muçulmanos tratam bem os gatos. Por isso aqui temos o gato do palácio de Topkapi

















os gatos do museu arqueológico

















e o gato do Bazar.

sábado, março 24, 2007

E eis porque Istambul faz lembrar Lisboa

O mais evidente é a situação à beira mar, as duas margens densamente povoadas, as pontes parecidas e as colinas.

Mas uma volta fora do centro turístico faz aparecer mais semelhanças. É a decadência emparelhada com o luxo, o antigo com o moderno, a desordenação, os prédios pintados de cores garridas, os edifícios abandonados e em ruína, o trânsito intenso, os pormenores das casas, das fontes, das estátuas que fazem perceber que já foi uma bela e próspera cidade. Talvez não por acaso os dois países tenham outras coisas em comum: um império que já foi grande e que se perdeu, uma vontade desesperada de ser europeu, de ser moderno, de ser rico.

Assim não é de estranhar que os dragões se tenham sentido em casa em Istambul...

sexta-feira, março 23, 2007

O factor Wow

Istambul tem alguns locais que nos fazem abrir a boca de espanto. Ouvi num programa de viagens uma expressão que me parece adequada para caracterizar a sensação provocada pela visita a locais assim: o factor Wow.


Dentro desta denominação acho que se podem classificar a dimensão de Hagia Sofia (que não cabe numa fotografia) e os seus mosaicos dourados bizantinos

a cisterna da basílica e as suas dezenas de colunas



















o interior da mesquita azul



















os tesouros do palácio de Topkapi (que não podem ser fotografados) e o salão cerimonial do palácio de Dolmabahçe (idem, mas porque não comprámos o bilhete para a máquina...).

terça-feira, março 20, 2007

E Istambul também tem museus

Os dragões museófilos não podiam deixar de passar pelo interessante museu de artes islâmicas,
















pelo pequeno museu dos mosaicos, contendo os únicos vestígios do grande palácio bizântino,


















e pelo magnífico museu de arqueologia, um dos maiores do mundo.

sábado, março 17, 2007

Arte islâmica

Uma das coisas que levou os dragões a Istambul foi sem dúvida um recém descoberto interesse pela arte islâmica, produto das nossas andanças pelo Al-Andaluz. Os azulejos, a caligrafia, os gessos, os dourados, os mármores, os motivos geométricos, as decorações florais, a perfeita simetria, tudo é um encanto para os olhos e para alma. E Istambul tem tudo disto.

sexta-feira, março 16, 2007

Istambul

Entre a Europa e a Ásia

















fica uma cidade mágica


















com torres altaneiras


















mesquitas
















igrejas bizantinas













palácios










e gatos.

domingo, março 04, 2007

Dizem que faz lembrar o Freddie

E de facto tem parecenças. É um londrino libanês (não zanzinbariano), tem uma amplitude vocal considerável, não desafina no falseto, toca piano, escreve canções que ficam no ouvido, é flamboyant nos videos (mas não muito). Está a léguas de distância do mestre, mas vale a pena ouvir.