
segunda-feira, outubro 22, 2007
quarta-feira, outubro 17, 2007
Publicidade vexatória
Noutro país qualquer isto motivaria dezenas de queixas às autoridades reguladoras do sector. Em Portugal, estes anúncios passam impunemente e nem na tão democrática blogosfera merecem o menor reparo. Uma companhia seguradora e a respectiva agência publicitária acharam por bem conceber uma série de anúncios televisivos onde várias mulheres (sim, exclusivamente mulheres) são responsáveis por acidentes em variados contextos: num escritório, numa loja, num hospital, no trânsito, em casa. Nem vale a pena referir que esta "feminização do risco" vai contra todos os dados estatísticos existentes... O que vale a pena perguntar é como se tolera esta representação troglodita, preconceituosa, discriminatória das mulheres na publicidade. Falta de sentido de humor, responderiam os criativos. E se fossem só negros? E se fossem só portadores de trissomia 21? E se fossem só homossexuais? Teria graça?
A imagem da mulher na publicidade não é uma questão irrelevante. Perpetua estereotipos. Reforça as percepções erróneas que as pessoas têm das diferenças de género. E consequentemente reproduz as discriminações a sério, no local de trabalho, na família, nas organizações. Por alguma razão o grupo financeiro que detém esta seguradora não tem uma única mulher nos orgãos dirigentes. Se calhar a agência publicitária também não.
Isto para mim é intolerável. Eu não tenho seguros nesta empresa. Mas se tivesse depressa deixaria de ter. É a única resposta possível dos consumidores face a esta falta de senso.
A imagem da mulher na publicidade não é uma questão irrelevante. Perpetua estereotipos. Reforça as percepções erróneas que as pessoas têm das diferenças de género. E consequentemente reproduz as discriminações a sério, no local de trabalho, na família, nas organizações. Por alguma razão o grupo financeiro que detém esta seguradora não tem uma única mulher nos orgãos dirigentes. Se calhar a agência publicitária também não.
Isto para mim é intolerável. Eu não tenho seguros nesta empresa. Mas se tivesse depressa deixaria de ter. É a única resposta possível dos consumidores face a esta falta de senso.
sexta-feira, outubro 12, 2007
segunda-feira, outubro 08, 2007
Wonderfalls

As séries de ficção são uma exportação americana a que é difícil resistir. Esta não parece ter passado da primeira season (o que até pode ser uma vantagem) e com alguns anos de atraso é transmitida agora na Sic Radical. As personagens são desconcertantes, a premissa central (estatuetas de animais falam com a heroína e impelem-na a realizar boas acções a despeito da sua inércia e amoralidade natural) fantasiosa e as histórias frequentemente descambam para o nonsense. What's not to like?
sexta-feira, outubro 05, 2007
terça-feira, outubro 02, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
terça-feira, setembro 25, 2007
Brighton





Desta vez o turismo científico (i.e. congresso) levou-nos não a Londres (que funcionou como base) mas sim um pouco mais abaixo, à estância balnear de Brighton. Não posso deixar de admitir alguma desilusão. Talvez seja em parte um efeito das condições meteorológicas, mas a pequena cidade à beira mar plantada pareceu triste, abandonada, decadente, com os hotéis do passeio marítimo emparedados, um dos piers calcinado, um exemplar do mais horrível brutalismo dos anos 70 a desfear o último Grand Hotel, ruas sujas, habitantes andrajosos... Até o delirante Royal Pavillion tem um exterior pavoroso, cor de lama. A refeição no Palm Court do Brighton Pier, que prometia "posh nosh" do melhor, não podia ter sido mais asquerosa, frita em óleo do século passado. Mas enfim, foi uma experiência...
segunda-feira, setembro 24, 2007
Capital do mundo










É enorme, é confusa, é populosa, é ruidosa, é turbulenta, é heterogénea. Mas também tem parques extensos e tranquilos, ruas calmas de edifícios parados no tempo, mercados onde se canta ópera, livrarias infindáveis, museus maravilhosos, praças buliçosas, recantos medievais, torres de aço e vidro, fabulosas paisagens industriais, verdadeiras aldeias de casinhas idênticas, monumentos emblemáticos, reconhecidos pelos indígenas da Gronelândia à Samoa. É bela e
horrível ao mesmo tempo, mas nunca aborrecida.
domingo, setembro 23, 2007
sábado, setembro 22, 2007
Fim do Verão
Após muitos protestos a propósito do desleixo a que este blog tem sido votado nos últimos tempos, somos forçados a dar-lhe um ar do tempo e celebrar (ou perorar, consoante a disposição) o fim do Verão.
Este ano a constatação de tal acontecimento foi antecipado pela partida de uma família de andorinhas que durante alguns meses nos fez intensa companhia nas longas tardes de trabalho estival. O casal de progenitores era acompanhado por três ruidosos filhotes que durante horas a fio traçavam velozes círculos tangentes às nossas janelas, para grande assombro do nosso gato que acompanhava as suas aladas deambulações com um dificilmente discernível misto de sensações entre a gula e o assombro.
A intensidade e alegria dos seus vôos era tal que, por vezes, receámos que uma delas nos entrasse pela casa dentro, com as inevitáveis consequências que tal ocasionaria no comportamento do elemento felino desta casa.
Resta-nos desejar-lhes uma óptima viagem e que o seu regresso no próximo Verão nos transmita a mesma alegria que nos proporcionaram este ano.
Os créditos do vídeo devem-se à natureza experimental desta montagem. Pedimos também desculpa ao Dorantes o roubo de um pequeno trecho da sua excepcional criação "Semblanzas de un Rio" do álbum Orobroy.
Este ano a constatação de tal acontecimento foi antecipado pela partida de uma família de andorinhas que durante alguns meses nos fez intensa companhia nas longas tardes de trabalho estival. O casal de progenitores era acompanhado por três ruidosos filhotes que durante horas a fio traçavam velozes círculos tangentes às nossas janelas, para grande assombro do nosso gato que acompanhava as suas aladas deambulações com um dificilmente discernível misto de sensações entre a gula e o assombro.
A intensidade e alegria dos seus vôos era tal que, por vezes, receámos que uma delas nos entrasse pela casa dentro, com as inevitáveis consequências que tal ocasionaria no comportamento do elemento felino desta casa.
Resta-nos desejar-lhes uma óptima viagem e que o seu regresso no próximo Verão nos transmita a mesma alegria que nos proporcionaram este ano.
Os créditos do vídeo devem-se à natureza experimental desta montagem. Pedimos também desculpa ao Dorantes o roubo de um pequeno trecho da sua excepcional criação "Semblanzas de un Rio" do álbum Orobroy.
sexta-feira, agosto 31, 2007
Festas de Paço de Arcos


E cá estão elas mais uma vez, a marcar o fim do verão, as Festas do Senhor dos Navegantes em Paço de Arcos. Uma vez por ano o subúrbio tranquilo transfigura-se para a buliçosa feira, com os carroseis para as crianças, o restaurante dos bombeiros, os espectáculos nocturnos, as barracas de trapos e quinquilharia, as rulotes de farturas, o quiosque dos gelados Wong. Há regatas, romagens à estátua do herói local, peddy-paper e claro, a peça central, as procissões que levam o cristo da capela para a igreja, da igreja para a beira-mar e de volta à capela, em dias consecutivos. Uma vez por ano o tranquilo povo de Paço de Arcos sai à rua em massa, enche as alamedas da feira, dá corpo à procissão, anda por aí à aproveitar as cálidas noites de Verão.
Mas este ano há algo de diferente. Para já, não houve foguetes a marcar o início da festa, nem as regatas, nem como era costume todos os dias às 9 da noite. Depois a fanfarra dos bombeiros não inaugurou a feira. Cortaram o pio à mulher dos cobertores: pode vender mas não usar a "gaita" para anunciar os produtos (e lá se foi um dos melhores espectáculos da feira). A procissão foi das menos concorridas, para o que um padre velho como Matusalem e ao que parece senil, muito deve ter contribuído. Agora já só falta o espectáculo piro-musical ser uma decepção.
Já não se fazem Festas como antigamente...
domingo, agosto 26, 2007
sábado, agosto 25, 2007
O gato ganhou um brinquedo novo


Talvez fosse da chuva, talvez fosse da minha irritação ao aspirar bocados de cartão do chão do escritório porque o gato vai destruindo a caixa que lhe serve de refúgio, talvez fosse um ataque de consumismo no pouco propício ambiente do Lidl, o certo é que o gato hoje recebeu um presente. E à parte a dificuldade inicial do seu corpanzil mimado caber nos orifícios de entrada, parece ter gostado.
sexta-feira, agosto 24, 2007
De comer e chorar por mais

É muito provavelmente o melhor filme de animação que já vi. A qualidade dos desenhos é soberba. Todos os detalhes estão cuidados ao mais ínfimo pormenor, do pêlo dos ratos à textura da comida, das ruas de Paris aos interiores dos restaurantes. As cores e a iluminação são assombrosas e até os humanos parecem gente a sério, a que as feições exageradas só emprestam realismo. As cenas de grande movimento são de cortar a respiração mas a magia também está nos pequenos gestos, como o do mordaz crítico gastronómico a fazer girar um copo de cristal entre os dedos excessivamente longos. A história repesca elementos que já se viu um milhão de vezes, mas com humor, com ritmo, com um fio condutor que é moral sem ser moralista. Transcender limites, quebrar barreiras, fazer o que ninguém fez antes é a história do engenho humano. “We are all in the gutter, but some of us are looking at the stars” (O. Wilde) podia ser o moto do filme.
sábado, agosto 18, 2007
Manic Miner
O meu jogo favorito quando tinha o Spectrum. Claro que nunca passei dos primeiros níveis...
quarta-feira, agosto 15, 2007
The Queen

Com um ano de atraso, os dragões lá viram a portentosa representação da Helen Mirren como Sua Majestade. Só reforçou a minha anglofilia. A melhor indústria cinematográfica do mundo. A melhor democracia do mundo. A mais bela língua do mundo. Só é pena que na realidade a minha Albion não seja tão perfeita como parece no ecrã.
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